UFCD- Nutrição dos Microganismo

 NUTRIÇÃO DE MICRORGANISMO

Os microrganismos possuem diversas necessidades nutricionais, pois esses apresentam diferentes características em sua capacidade de sintetizar componentes celulares a partir de nutrientes simples.

As formas pelas quais os microrganismos absorvem energia, podem ser conhecidas como:

Fototróficos – Através da fotossíntese utilizam a luz como fonte de energia.

Quimiolitotróficos – Absorvem energia a partir da oxidação de uma substância inorgânica, geralmente próprio para o microrganismo em particular.

Quimiorganotróficos – Absorvem energia a partir do catabolismo de substratos orgânicos, açúcares em particular.

Uma célula típica possui metade de sua massa seca em carbono. Esse elemento é necessário para a biossíntese de diversos constituintes celulares. Ex.: Carboidratos, proteínas, lipídeos, ácidos nucleicos, etc.. Sua utilização está diretamente relacionada a forma que cada microrganismo emprega para seu suprimento de energia.

Organismos quimiorganotróficos correspondem a maior parte de suas necessidades de carbono pela mistura de metabólitos obtidos na degradação de substratos orgânicos que fornecem energia. Já os organismos autotróficos (organismos que produzem o próprio alimento) conseguem induzir a fotólise da água, fazendo-o ter a fixação de dióxido de carbono e seu uso como única fonte de carbono.

Compostos orgânicos que contém carbono e nitrogênio, como proteínas e aminoácidos, podem servir tanto como fonte de carbono, como de nitrogênio.

Os carboidratos são as fontes mais utilizadas de carbono e energia para os microrganismos, sendo a glicose a mais fácil e utilizada.


MEIOS DE CULTURAS DE MICROORGANISMO

Os meios de cultura desempenham um papel fundamental na microbiologia. São preparações químicas, produzidas em laboratórios, e que fornecem os nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento de microrganismos (como bactérias, bolores e leveduras) fora do seu meio natural.







  • Os microrganismos, tais como outros organismos vivos, necessitam de obter os nutrientes necessários à sua sobrevivência. Dada a diversidade e multiplicidade das necessidades metabólicas, os diferentes meios de cultura preparados em laboratório devem poder satisfazer as exigências nutricionais dos vários microrganismos, auxiliando o estudo, análise e identificação dos mesmos.

  • Para além dos nutrientes, é também necessário proporcionar condições ambientais favoráveis ao seu desenvolvimento, tais como temperatura de incubação, pH, pressão osmótica, humidade e atmosfera (aeróbia, microaeróbia ou anaeróbia), entre outras.

  • Existe uma variedade enorme destes meios que, a par de outras utilizações em análises laboratoriais e estudos científicos como, por exemplo, na indústria de cosméticos, são principalmente utilizados na microbiologia alimentar e clínica.
  • Inicialmente, o meio deverá encontrar-se estéril para posterior inoculação e incubação em condições adequadas às necessidades da espécie que se está tentando isolar e identificar. Na preparação dos meios e na manutenção das culturas dos microrganismos é fulcral assegurar condições de assepsia, de modo a se evitarem contaminações.



Quanto à sua consistência, os meios de cultura podem ser classificados como sólidos, semisólidos e líquidos (ou caldos), consoante a quantidade de agar que contêm.

O agar atua como um agente gelificante no meio de cultura, tornando-o essencial para o cultivo e pesquisa de muitos microrganismos. 

Os meios sólidos e semi-sólidos contêm 1 – 2 % e 0,075 - 0,5 % de agar, respetivamente. Os meios líquidos não contêm agar.

Nos meios sólidos, o crescimento pára por exaustão de nutrientes e, a fim de permitir um isolamento das diferentes colónias, dever-se-á proceder à sua repicagem para um novo meio. Os meios líquidos permitem uma melhor difusão de metabólitos mas não o isolamento das colónias.




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